O tema “your camera doesn’t matter” está por demais gasto, mas é algo com que me deparo sempre que me sinto tentado a adquirir uma nova máquina.
O meu DNA técnico levou-me durante bastante tempo a acreditar que “your camera does really matter". Actualmente estou convencido de que a "competência técnica" da ferramenta só importa até certo ponto, e que esse ponto já foi atingido para o nível de exigência que tenho há uns tempos no mercado das DSLR. Mas não é possível ter uma máquina melhor ? – claro que é. Se trocasse a minha D300 conseguiria melhores resultados – provavelmente sim em situações “extremas” (ex. ISO elevados) mas em 99.5% das situações tenho de admitir que não. A qualidade das minhas fotos melhorou nos ultimos anos por causa dos vários modelos que fui adquirindo... lamentavelmente, acho que não.
Nem sempre uso a D300: é algo “pesada” (uso-a em geral com a 17-55/2.8), é “grande”, “intrusiva”, e recorro muitas vezes a uma compacta para o “dia a dia”. Por vezes, volto ao mesmo local mais tarde com a D300, mas tem sido raro. Na opção “compacta” uso uma G10, é bem construída, muito ergonómica, resultados satisfatórios, mas cruzes… não tem nada a ver com uma DLSR para o bem e para o mal… e quanto ao mal… gama dinâmica limitada, ruído acima dos 100 ISO, controlo de foco “difícil” …, mas estes constrangimentos fazem parte dos compromissos que há que fazer quanto ao equipamento, a vida é feita de escolhas e compromissos, nada é perfeito.
E há melhor para o objectivo em questão? Tenho respondido a mim mesmo com um “Nim” a esta questão. As micro 4/3 parecem uma excelente alternativa, e são uma tentação. Para mim que usei uma Pen FT durante vários anos, fiquei fascinado com o anúncio de uma Pen digital a lembrar a antiga, e onde pudesse usar as minhas lentes Zuiko/OM “na gaveta” há muito tempo. Corri a enviar o link a vários amigos e a dizer “eis a minha próxima câmara”… mas, o entusiasmo inicial desvaneceu-se um bocado com os “drawbacks” – Tamanho (acho a G10 no limite do “pocketable” e da discrição) autofocus lento, ausência de visor, ruído, zoom “kit” com desempenho “limitado”. A alternativa Lumix GF1 parece ultrapassar algumas das limitações da EP1 mas peca por um zoom standard muito mais volumoso. Comprar um corpo destes com a lente pancake standard parece interessante, mas é para mim muito limitativo…
Acho que vou aguardar para ver as novidades em 201x, e provavelmente “suspender”, sabe-se lá até que dia, a opção micro 4/3, continuando a aborrecer-me cada vez mais com as limitações do sensor da G10, ou a saber viver melhor com elas…
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Rui, partilho da tua opinião! Acho que câmara não interessa mesmo, para 9x% das situações. E só começa a interessar a partir de um nível que, no meu caso, estou longe de atingir. Mas também depende muito do tipo de fotografia que se faz. Mas ISOs elevados e impressões de grande dimensão, por exemplo, exigem tipos de máquina de gama média-alta. Também é o caso, por exemplo, para elevada precisão de foco e nitidez. Mas também é verdade que o VR ou o IS são muito importantes mas não indispensáveis se formos cuidadosos e usarmos tripé e comando remoto. Mas para quem acha que o mais importante numa fotografia é uma boa ideia e uma composição inspirada nada disto importa!
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