segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vision of the heart

"A portrait, for me, is really the pictorial representation of an emotionally driven interaction between the sitter and the photographer. I think the key is to try to capture that particular emotion" - Eugene H. Johnson, in Lenswork nº 67


Conheci a Lenswork há cerca de 3 anos, e desde aí que sou leitor assiduo e ouvinte dos preciosos Podcasts do Brooks Jensen (editor). A lista é extensa (a chegar aos 600), há alguns muito interessantes e que me permitem aprender mais sobre fotografia ao mesmo tempo que reduzem substancialmente o stress do transito na A5. De entre os mais curiosos realço uma entrevista com o fotografo Eugene H. Johnson acerca da imagem "Vision of the heart" (Lenswork nº 67). Os retratos presentes na LW são na minha opinião absolutamente fantásticos e, provávelmente, o menos fora do vulgar é mesmo o "Vision of the heart" feito no Ceara em 1986. A imagem retrata uma invisual numa aproximação radicalmente diferente da "Blind" de Paul Strand em 1916, a história por detras da imagem é muito interessante e vale a pena ser ouvida.

Para quem tiver curiosidade, esta imagem bem como as restantes publicadas na LW67 integram o livro A Photographic Pilgrimage (Unspoken Dialogues, 2004, ISBN 0-9748361-1-7).

domingo, 22 de novembro de 2009

Lendo sobre fotografia


Considero-me um recém-chegado à fotografia. Ao mesmo tempo, tenho uma verdadeira necessidade de ler sobre tudo. Os livros ocupam grande parte do meu tempo e do espaço em minha casa. Juntando estas duas "paixões", procuro avidamente livros sobre fotografia e tenho encontrado alguns muito bons. Cá vai uma lista: "A world history of photography" de Naomi Rosenblum, "On Photography", de Susan Sontag, "Camera Lucida", de Roland Barthes e acabei de encomendar um livro sobre um fotógrafo que me fascina - "The Photographs of Frederick H. Evans" de Anne M. Lyden. Para quem é iniciado na técnica fotográfica, existe um livro excelente - "Manual de Fotografia" de John Hedgecoe. Paradoxalmente, passo muito mais tempo a ler ou a ouvir falar sobre fotografia do que a fotografar, e fotografo muito menos agora do que antes desta fase de estudo da fotografia. Considero-me pouco preparado para fazer o tipo de fotografia que gostaria de fazer embora acalente a esperança de que o estudo e a prática me façam melhorar. Contudo, posso chegar ao ponto de reconhecer a minha incompetência como fotógrafo - se chegar a ter essa capacidade já valeu a pena todo o estudo que, aliás, é feito com prazer.

Obrigado Brooks Jensen

Do lado direito, em Interessantes, existe um link para o site da Lenswork (www.lenswork.com). São editores da revista com o mesmo nome, que se dedica à fotografia a preto e branco. Para além da revista, que é excelente, comercializam fotografias e promovem outras actividades relacionades com a fotografia como arte, e publicam dois podcasts, disponíveis no seu site: "On Photography and the Creative Process" e "Vision of the heart". O primeiro já vai no nº 573 e é muito bom - aprendi mais sobre fotografia desde que ouço estes podcasts (vou no 260) do que em anos a "tirar" fotografias. Os temas têm mais a ver com o que nos leva a fazer fotografia, o que esta representa para nós, a nossa visão como fotógrafos, as nossas emoções, e a fotografia como expressão artística. O segundo não tem tido novos podcasts mas é uma ideia muito interessante - tomando uma determinada fotografia como ponto de partida, analisa-se a respectiva composição, de forma muito detalhada - muito instrutivo. O editor da revista e autor e locutor dos podcasts, Brooks Jensen, é muito comunicativo e cativante, para além de ser um excelente fotógrafo. Graças a estes podcasts, mudei a minha noção de fotografia e passei a pensar mais em fazer fotografia e menos em tirar fotografias.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Frederick Evans

[T]ry for a record of an emotion rather than a piece of topography. Wait till the building makes you feel intensely.... Try and try again, until you find that your print shall give not only yourself, but others who have not known your intimate knowledge of the original, some measure of the feeling it originally inspired in you....
in http://www.getty.edu/art/gettyguide/artObjectDetails?artobj=46044.
Esta citação de Frederick Evans, um dos grandes fotógrafos que admiro muito, define, para mim, o que é a arte fotográfica.

Livros para sempre.

Hoje emprestei alguns livros a um amigo. São quatro dos meus livros pequenos preferidos: A varanda do Frangipani, de Mia Couto, A cidadela branca, de Orhan Pamuk, Sidhartha, de Hermann Hesse e A estepe, de Anton Tchekov. Tenho o hábito de assinar os livros e colocar a data em que os comprei ou recebi como oferta, e verifiquei que tenho A estepe desde 1989 - há 20 anos! São muito raros os objectos que mantemos durante tantos anos. O livro tem algo de sentimental e afectivo que nos leva a nunca nos desfazermos dele, mesmo que não gostemos. É quase humano, no sentido em que contém ideias, pensamentos e histórias imaginadas por alguém, por quem temos muito respeito. Com a fotografia acontece o mesmo - mantemos as nossas fotografias em papel para sempre, mesmo aquelas de que não gostamos muito.

domingo, 15 de novembro de 2009

O que é que Lisboa e a Califórnia têm em comum?

O Rui Martins e um desconhecido da California, chamado Patrick Smith, têm fotos absolutamente fascinantes - ao pé deles sinto-me modestamente um aprendiz. Vejam e maravilhem-se - os links estão ao lado, em "Interessante".

Museu Nacional Ferroviário IV - vapor


Um dos belíssimos exemplares de locomotiva a vapor.

Museu Nacional Ferroviário III - cuidado com os fios caídos


Museu Nacional Ferroviário II - Varela Pécurto


Neste Museu não falta uma exposição fotográfica, de Varela Pécurto, com obras muito boas que, só por si,  justificam um salto ao Entroncamento. Para quem não saiba, como eu antes de ver a exposição, este excelente fotógrafo fez uma carreira brilhante de jornalista e fotógrafo profissional. Recebeu prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente, em 1954, o título Excellence do congresso de Barcelona da Féderation Internacional de L’Art Photographique, em homenagem aos seus trabalhos e técnica no domínio da arte fotográfica.

Museu Nacional Ferroviário I


Neste museu, ainda no seu início e com muitos planos para os próximos 5 anos, é possível ver e tocar vários exemplos das locomotivas (e não só) que circularam pelo nosso país. As instalações ainda são provisórias mas merecem uma visita. É no Entroncamento.

A amizade e a fotografia.

É espantosa a quantidade de fotógrafos e a qualidade de muito do trabalho fotográfico a que temos acesso. Inesperadamente, descobrimos que os nossos amigos têm uma enorme sensibilidade estética e um magnífico sentido artístico. Com relações pessoais muitas vezes confinadas aos espaços onde trabalhamos juntos, onde os projectos e problemas ocupam a quase totalidade das conversas, desconhecemos o melhor dos nossos amigos. Vem isto a propósito de colegas de trabalho (e amigos) que descobri recentemente (depois de me envolver com esta amante - a fotografia) serem excelentes fotógrafos amadores - divulgarei os sites com seu trabalho posteriormente. Até lá, vou tentando aprender com eles e outros fotógrafos clássicos e contemporâneos.        

No meio da multidão...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Porquê fotografia?

Ainda estou a "construir" a minha lista de referências fotográficas mas há alguns que são particularmente inspiradores como Robert Capa, Cartier Bresson e Robert Doisneau. O Andre Kertesz, com cuja obra acabei de tomar contacto graças ao comentário do Rui, tem um trabalho absolutamente maravilhoso - as fotografias são estonteantes pela sua profundidade e capacidade de nos surpreender. Obrigado Rui!

domingo, 8 de novembro de 2009

Porquê fotografia?

Como se vê pelas amostras, a fotografia é para mim um passatempo. Mas é também uma actividade apaixonante em que tentamos captar e partilhar com os outros a forma como vemos o que nos rodeia. Isto é bastante mais complexo do que soa - as máquinas fotográficas não têm nem cérebro nem a capacidade de ver o que os nossos olhos vêm. Frequentemente tiramos fotografias que não reproduzem de todo o que vimos ou sentimos no momento em que captámos a imagem. É aqui que entram os aspectos criativos e técnicos da fotografia e o que diferencia esta actividade do simples captar de imagens. Quando vemos algumas fotografias de grandes fotógrafos parece que estamos a ler o seu pensamento ou a sentir as mesmas emoções que ele terá sentido - parece que estivemos lá! Essa fronteira entre mostrar imagens simples e mostrar imagens que despertam emoções define os grandes fotógrafos.      

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Aurora nublada