Neste fim-de-semana tive uma valente lição de humildade fotográfica. Fui a Constância com a esperança de fazer umas fotografias interessantes. No Sábado ao fim da tarde e no Domingo no início da manhã andei de máquina ao pescoço a disparar. Achei que tinha escolhido bons motivos, que tinha composto correctamente e estava entusiasmado com os resultados que à noite iria avaliar. Depois de as ver no Lightroom sofri uma valente desilusão. De facto, as composições eram o que eu esperava mas falhou tudo o resto: a abertura, a nitidez, a leitura de luz, etc.. O exercício interessante que tenho estado a fazer é porque razão falhei redondamente? Eis as minhas conclusões:
1. Falta de prática. Esta é claramente a principal razão e que está na base das restantes. Por muito que se leia, nada substitui a prática, e fazer fotografia só ao fim-de-semana (alguns fins-de-semana) não é suficiente.
2. Não tentar fotografar muita coisa, mesmo que o local a isso convide. É preferível focarmo-nos num ou dois motivos e fazermos os nossos exercícios e variações sobre esse motivo, especialmente quando o tempo de que dispomos é reduzido.
3. Se o tempo é reduzido não usar o modo Manual – é preferível usar Av ou Tv para nos concentrarmos só num dos parâmetros, caso contrário, somos atabalhoados e nada resulta muito bem.
4. Conhecimento insuficiente da câmara. Esta é a nossa ferramenta para fazermos fotografia. Temos que conhecer obrigatoriamente cada um dos controlos e configurações de forma intuitiva. Um exemplo: como bloquear somente a exposição em modo Manual? Em Av funcionou como eu esperava e em Manual?
5. Falta de controlo da Abertura. Eu sei, e já li em diversos locais, que para se conseguir nitidez e focagem em toda a fotografia, em paisagem, nomeadamente quando temos um motivo em primeiro plano, como uma rocha, e depois toda a paisagem em segundo plano, tem que se usar uma abertura muito pequena – F/16 pode não ser suficiente, usar F/22.
6. Tripé, tripé, tripé. Peça de equipamento essencial para se fazer fotografia séria, principalmente quando se pretende ter controlo absoluto da composição, luz, abertura e velocidade. O monopé, que usei nalgumas fotos é um complemento interessante mas não se aproxima da capacidade de um tripé.
7. Usar controlo remoto. Outro acessório de vital importância para se obter a máxima nitidez.
8. Usar o bloqueio do espelho para assegurar ainda melhores resultados em termos de nitidez.
9. Estabilizador de imagem. Nenhuma das minhas objectivas tem esta funcionalidade mas reconheço que quando se fotografa sem tripé, faz uma grande diferença. Já comprei uma 18-55 IS – foi mesmo uma compra de raiva.
Nada disto é novo mas desta vez fiquei preguiçoso, não levei o tripé, nem o controlo remoto, não configurei devidamente a câmara previamente, etc.. Isto associado à falta de prática, levou a descurar outros aspectos essenciais da fotografia.
Conclusão: um mundo inteiro de conhecimentos de fotografia por apreender. Fazer fotografia minimamente decente e “apresentável” dá muito trabalho, requer muita persistência, abnegação, dedicação, treino e não ficarmos preguiçosos quando se trata de transportar material.
Gostei de ler :)
ResponderEliminarA mim já me aconteceu tantas vezes e sei bem o que sentes.
Também já li muita coisa mas quando fotografamos de vez em cada não nos vale de nada porque esquecemos logo o que lemos.
Também tenho preguiça de andar com o tripé :)
Temos que treinar muito muito e muito :) e o essencial era uma pequeno curso mas nem sempre temos possibilidade ou na nossa zona não há, mas vamos aprendendo conforme podemos :)
Beijinhos.