sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Ética e fotografia na era digital
A era digital abriu um mundo de possibilidades em termos de "realização fotográfica" mas, como aconcete muitas vezes, vai-se longe de mais. No concurso fotográfico Wildlife photographer of the year, com um prémio de 10.000 £, promovido pelo Museu de História Natural britânico e pela BBC Wildlife Magazine, um concorrente foi longe demais. Este concorrente, cujo nome não menciono para não gerar mais publicidade, ganhou o primeiro lugar com uma fotografia de um lobo ibérico a saltar uma portada de um terreno. Quando vi a foto achei-a intrigante embora muito interessante. Intrigante porque não imaginava que um lobo desse um salto daqueles. Vejo-os como animais tímidos e cautelosos demais para um salto tão intrépido. Dois meses depois leio a notícia da desclassificação deste concorrente, sendo obrigado a devolver o prémio atribuído. Contudo as revistas e toda a publicidade à volta da fotografia beneficiaram (ou não) este concorrente que não soube respeitar os limites impostos pela seriedade e pela ética. Vários especialistas de vida animal concluíram que um lobo selvagem nunca daria um salto daqueles, em vez disso atravessaria a portada facilmente em vez de se arriscar num tal salto. Provou-se que o concorrente tinha usado e treinado um animal "modelo" - há pessoas que domesticam lobos - para o efeito, violando o espírito do concurso que era o de captar a vida selvagem, e a regra nº 10 que o referia explicitamente. Espero que este exemplo sirva para ajudar a travar muito do ímpeto à volta da fotografia dos nossos dias, em que vale tudo para obter uma imagem de belo efeito.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Lições da experiência e do erro
Hoje de madrugada fui novamente ao Parque das Nações. Desta vez o dia estava muito cinzento e muito menos interessante para fazer fotografia, com o céu muito branco e a superfície muito escura. Normalmente uso o modo de medição de luz Parcial, que é o mais aproximado do Spot que a EOS 1000D permite (mede a luz em 9% da área de leitura da câmara ao centro). Ora, numa situação com a de hoje, de muito contraste entre o céu e o chão, o mais indicado é o modo Ponderado ao Centro (mede a luz em 60% da área), que consegue um muito melhor equilíbrio entre as partes de cima e de baixo da foto. A segunda parte desta história é que só me apercebi em casa que a luz tinha sido "mal medida". Porquê? Porque não tenho o histograma activo por defeito - este modo de visualização das fotos tem uma segunda vantagem - assinala as áreas da foto com perca de detalhe devido a sobreexposição, piscando a totalidade da mancha nestas circunstâncias.
Conclusão: usar o método de medição mais indicado para cada situação (ao contrário do WB, a medição dificilmente pode ser corrigida convenientemente no computador), e usar sempre o histograma para validar a exposição.
Conclusão: usar o método de medição mais indicado para cada situação (ao contrário do WB, a medição dificilmente pode ser corrigida convenientemente no computador), e usar sempre o histograma para validar a exposição.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Lenswork technology blog
O Brooks Jensen tem agora este blog muito interessante. Recomendo vivamente. Há um sobre como ele testa as lentes, que tem um link para um pdf (http://lenswork.typepad.com/files/pli-lens-testing-directions.pdf) sobre o tema. Muito interessante.
Digital saves the analog stars
Passei parte das noites da semana passada a recuperar fotos e negativos antigos. Tenho alguns negativos dos quais não tenho as fotos, algumas fotos das quais não tenho negativos e muitas fotos com negativos. Seleccionei os negativos (com ou sem fotos) que irei digitalizar -181, que irei digitalizar na Colorfoto por 0,60€ a unidade. Seleccionei também 27 fotos de que não tenho negativo cuja digitalização custa 2,06€ a unidade - bem mais caro. Desta forma espero livrar-me de alguma preocupação de não conseguir salvaguardar devidamente este "espólio", que inclui fotos do meu pai, dos meus avós e outros familiares que já não estão entre nós. Por outro lado, permitir-me-á partilhá-lo de forma simples com outros familiares (irmãos, tios, primos) que não as têm. Viva a tecnologia digital.
Torre Eiffel captada de dentro de um táxi
Esta foto foi tirada com um pocketPc em 2008 quando viajava de táxi ao longo do Sena. Acho que os efeitos de luz produzidos pelo movimento do táxi ficaram interessantes. Converti para P&B.
Estação Central (Rossio) à noite (Luís Rapaz)
Esta foto foi tirada pelo Luís Rapaz, meu sogro. Gosto particularmente da composição, a meu ver, o mais importante em fotografia. Note-se que a fotografia foi tirada sem tripé, daí o ruído. Ajustei um pouco a exposição, o contraste e converti para P&B.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Madrugada no Parque das Nações.
Este local é muito agradável de madrugada quando o Sol está prestes a despontar no horizonte e a cidade ainda não acordou.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Annie Leibovitz
Hoje recebi o livro A Photographer's Life, da Annie Leibovitz. O livro em si é maravilhoso. É grande (33cmx25cm), o que é muito bom para se observarem as fotografias e o papel é mate, com uma excelente textura. As fotos são, na sua maioria, muito pessoais e familiares, o que nos dá uma perspectiva da pessoa por trás do fotógrafo. Annie Leibovitz parece ser uma mulher muito corajosa, para além de uma excelente fotógrafa.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Sobre Photographia
Participo num outro blog com alguns amigos - http://sobrephotographia.blogspot.com/. Irei, provavelmente, ser mais activo neste último, embora continue a usar o Limagens para registos mais pessoais.
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